Caminho do meio. Ele existe?

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Era amigo, complicado às vezes, sonhador! Queria tê-la, segundo ele, para sempre, mas era improvável. Não aceitava negativas com facilidade e insistia até ter o que queria, ou, pelo menos, parte do que queria. Gostava de baladas, de reunião com amigos, de jogar sinuca num domingo à tarde. Antes, não fazia questão de levar ninguém em seus programas pessoais, ou melhor, levava alguém diferente em cada um. Agora, queria ela, e só ela. Era alto e forte. Tinha o sorriso mais gostoso que ela já vira e fora isso que mais a encantara. Talvez por isso existisse mais uma legião de garotas encantadas por ele. E ele fazia questão de ter uma a cada semana, mas sem deixar de procurá-la. E ela, que não era boba nem nada, tentava se desvencilhar ao máximo de cada investida, de cada afago, de cada beijo. Às vezes dava certo, outras não. E assim iam. Mas agora era diferente. E ela, não sabia o que fazer. Não sabia em que acreditar.

O outro era encantador. Não tão divertido, nem tão bonito, mas suas conversas poderiam durar horas sem que percebessem. Era romântico, gostava de cinema e de programinhas lights. Baladas? Só em ocasiões especiais. A história do dia em que se conheceram poderia virar filme, de tão legal que era. Mas seria um filme com final feliz? Dizia que ela era a pessoa mais especial que tinha conhecido e demonstrava isso. E esse era o grande problema, ele demonstrava até demais. Ela ficava com o coração na mão de pensar que poderia magoá-lo, mas não conseguia demonstrar tanto carinho quanto ele. Além de que, nunca se esquecera do quanto era sofrido ficar ao lado de alguém que falta adivinhar o que se quer. Sufoca. Mas ele era carinhoso e sabia ser gentil como homem nenhum. Seus beijos eram divinos e seu olhar a fazia se sentir nua, de tão profundo e envolvente.

Ela estava perdida e em sua mente existiam apenas perguntas. O amor teria mesmo que ser assim, tão questionado. Talvez fosse por isso que duas interrogações formam um coração. E ela continuava entre a cruz e a espada, perdida numa encruzilhada. Cada caminho a levaria a um destino totalmente diferente e ela não gostava de se sentir pressionada a esse ponto. Ela queria o caminho do meio, mas a encruzilhada levava a apenas duas estradas. Será que nenhum príncipe encantado (ou mesmo sapo) a ajudaria a abrir um caminho em que ela se sentisse mais segura? Vai saber!!!!

Busca eterna

“Corro em busca de um lugar
Um lugar seguro
Um lugar em que minha alma se liberte

 

Procuro o ar fresco das rosas
Procuro a paz do silêncio
Procuro a paz do sorriso perdido
Procuro águas cristalinas

 

Procuro e corro em busca do que ainda resta
Procuro e corro em busca do meu vale secreto
Procuro e corro em busca da minha paz de outrora
Procuro e corro em busca de minha felicidade desejada…”
                                                 (Luzi Rocha)

 

ps.: Qq hora eu posto o final do poema… Agora ainda não é hora, mas logo logo será!

Deve ser amor!

Claro que eu não podia deixar de postar isso! rs*

 

E a pior parte é que a tirinha realmente tem razão… Que geração é essa que precisa de tão pouco para provar amor? Aliás, que gerações são essas que precisam de gestos isolados para se provar amor?

Não!!! Amor não é provado por uma atitude imposta pelo outro, amor é provado todos os dias, com pequenos gestos, com um telefonema não esperado, com uma mensagem sms que seja. Amor é provado nas horas de dificuldades (e isso não só amor de homem-mulher, mas amor de amigos e família mesmo), nas horas em que realmente precisamos saber-nos amados, nas horas em que não precisamos de palavras, mas de um abraço, daqueles bem apertados que fazem o restante do mundo desaparecer por alguns instantes.

Ninguém é obrigado a dizer EU TE AMO a outra pessoa. Ninguém é obrigado a fazer declarações de amor, a fazer promessas, a fazer planos com outra pessoa. Mas a partir do momento em que você se pré-dispõe a fazer, faça realmente de coração e lembre-se que a pessoa que escutará ou que compartilhará desses sonhos com você tem sentimentos e, por pior que ela seja, não merece ser iludida ou enganada.

Mas se realmente o sentimento é sincero, então mostre e demonstre que você realmente ama, seja um namorado, amigo ou família. Por que pior do que demonstrar sem sentir, é sentir e não demonstrar por medo de sofrer ou de não ser valorizado. E amem muito, muito mesmo, pois é o amor que nos move e motiva a viver mais e melhor!

 

PS.: QUEM NÃO CONSEGUIR LER A TIRINHA, CLIQUE SOBRE ELA!

Casinha Branca

“Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que não vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho a perecer


Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer


Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão”

                       Gilson e Joran

 

  

Dia de ver quem amo!

Hoje é dia de contar piadas, cantar, dançar e tocar pagode, conversar potoca até o dia clarear, sair, nos divertir, nos defender. Hoje é dia de amar e demonstrar esse amor. É dia de tirar fotos históricas e de lembrar dos tempos de infância com aquele sorriso gostoso das crianças que um dia fomos. É dia de nos reunir e celebrar, como sempre (graças a Deus), a vitória de mais um dos nossos.

É! Hoje é a formatura do Lipe, em Brasília. E esse é um motivo mais do que justo para que a família toda, ou pelo menos boa parte dela, se reúna. Vão parentes que moram em Palmas (inclusive o formando nessa altura da vida dele), em Araguacema, Porto Nacional, Dueré, Gurupi, Goiânia e no próprio Distrito Federal. E será uma festança só! Com direito a churrascão e, espero, banda de pagode. O pagode é para mostrar que eu não sou a única pagodeira da família, muito pelo contrário, eu aprendi com eles.

Mas o mais importante, além é claro, de que nós temos oficialmente um primo odontólogo, é que estaremos todos reunidos. Cada quilômetro que andamos vale a pena para estarmos juntos, para estarmos com as pessoas que mais amamos e que, com certeza, mais nos amam. Minha familia é o meu chão, minha base, meus princípios, minha paixão. É ela que me dá suporte, que me carrega quando não consigo caminhar, que me ama incondicionalmente, independente de meus erros e acertos.

Sim, como eu tive que repetir inúmeras vezes para justificar a grande quantidade de convites que eu precisava para minha formatura, eu tenho uma família gigante! Mas, melhor do que isso, eu tenho uma família unida. Tenho uma família que celebra as vitórias de todos, que sofre as dores juntas, que dá apoio durante fases difíceis, que ajuda a educar quando a vida leva alguns por caminhos tortuosos, que briga, chora e sorri junta.

Passeando pelo Google encontrei uma frase de um anônimo que representa exatamente a idéia de família que, ao longo da vida, pude formar. “Família é um conjunto de pessoas que se defendem com unhas e dentes em bloco e se atacam em particular”. Isso mesmo, família grande tem fofoca para todos os lados, mas quando uma pessoa de fora fala mal de um dos nossos, viramos fera para defendê-lo. E é assim que sempre fomos e sempre seremos, UNS PELOS OUTROS. Por que amigos podem ser passageiros (ainda que eu queira que não sejam), mas família é para sempre. E, pelo menos para mim, é tão essencial quanto o ar, a água, o alimento.

  

“Essa é a minha família
Eu achei. Sozinho. Eu achei.
É pequena e incompleta.
Mas é boa. E, é boa.
Ohana quer dizer família,
Família quer dizer NUNCA mais abandonar. Ou esquecer
.”
 
Da animação Lilo e Stitch

Busque o Alto…

 

“… Olhe, olhe mais longe,

Além do mundo, voe pro céu!
Busque, busque o alto,

Por sobre a vida,
Veja o trono, onde está Deus!

 

Alçando vôo se lançar…”

I’m so tired…

 

Já ouviu falar em cansaço na alma? Acho que é isso que eu tenho!

E eu ainda não aprendi a deixar de sofrer com certas coisas bobas! Uma pena mesmo!!!

Quem escreveu mesmo???

No post abaixo havia falado que o texto era de Fernando Pessoa, mas descobri, através de um comentário, que não era. Peço desculpas a meus leitores (já corrigi os erros). Na verdade eu até pesquisei sobre isso no Google, para realmente confirmar quem era o autor, encontrei em um site super-confiável a confirmação. Hoje, após a crítica, voltei a procurar e entendi o motivo da troca, o site traz, assim como esse texto, uma última frase que é sim, de Fernando Pessoa. E, com o olhar já cansado de quem escreveu literalmente o dia todo, acabei não percebendo que a autoria era da frase e não do texto. Não é desculpa, mas justifica.

Daí fui pesquisar mais e encontrei num blog (na verdade em vários, mas esse me chamou a atenção) o mesmo texto. Nos comentários, duas garotas começaram a brigar por causa da autoria do texto. Uma disse que era de Paulo Coelho, a outra desrespeitou (como todo bom intelectual do Brasil) a figura do brasileiro que mais vende livros no mundo, acusou-o de plágio e disse que o texto é da psicóloga e colunista colombiana, Sônia Hurtado. Ao que se parece, Paulo Coelho já assumiu que a autoria não é dele, que ele apenas traduziu o texto. Mas isso só depois de ser processado pela psicóloga. De qualquer forma, Vai Saber!

O fato é que as coisas na Internet se disseminam de uma forma tão rápida que é difícil de controlar. Shakespeare é sim um autor fenomenal, mas grande parte dos textos que o Google acusa ser dele, não é. Dia desses li uma entrevista do Luís Fernando Veríssimo na revista Caros Amigos (edição de janeiro desse ano) e em determinado momento ele fala exatamente disso, dos textos que não escreveu. “É bom ouvir de um adolescente que ele gosta do que eu escrevo, ou que começou a gostar de ler com algum texto meu… Só não sei bem o que dizer quando elogiam um texto meu que está na Internet, pois na maioria dos casos não é meu. Mas agradeço em nome do autor escondido”, afirmou o autor que encantou a minha adolescência.

Outro disseminador de “mentiras” é o nosso amigo Orkut. Não apenas de mentiras autorais, pois elas são apenas copiadas e coladas de outro site, mas lá, e muitas vezes também em blogs, as pessoas são apenas personagens de si mesmas. E acabam acreditando realmente na personificação do ser que elas gostariam de ser. Alguém já viu algum álbum no Orkut que tinha como título, O dia em que levei um pé na bunda? O máximo que fazemos essa hora é apagar o álbum e deixar lá, sem nada, mas admitir perante a todos você levou um pé na bunda, é difícil.

Em entrevista ao Diário da Manhã (não me pergunte de quando), uma psicóloga afirmou que o grande problema dos blogs é que muitas pessoas os utilizam como diários, mas diários enganosos, diários que mostram a pessoa que elas queriam ser (como se fossem) e não quem realmente são. Isso muitas vezes é prejudicial, já que a pessoa passa a viver num mundinho de contos de fadas e esquece de perceber-se, de autoconhecer-se. A psicóloga diz ainda que escrever é sim um bom exercício quando passamos por dificuldades, mas que não substitui terapia ou análise, pois muitas vezes as pessoas têm medo de serem rechaçadas caso mostrem-se verdadeiramente. Particularmente, adoro escrever quando estou com problemas, mas também adoro terapia e análise (rs*).

No fim das contas o post era para ter apenas um parágrafo, mas, como sempre, escrevi além da conta. E, de verdade, esse texto aqui é meu, tá! (grande coisa, hein!!! rs*)

Encerrando Ciclos

Dessa vez quem vos escreve não sou eu, é a jornalista colombiana Sonia Hurtado ou Paulo Coelho (brigas autorais à parte), em um texto que eu só conheci hoje, mas que é um dos mais belos textos que já li. O texto fala de fases e de como devemos aprender a aceitar que elas passam. Fala de um sentimento, o de perda, que todos nós temos, mas que ainda não aprendemos a lidar com ele. Engraçado como um simples texto mexeu tanto comigo e me fez enxergar coisas que não consegui ver em meses de terapia e anos de busca de auto-conhecimento. 

 

*******

 

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”

(Autor: Paulo Coelho já admitiu no prefácio de um dos seus livros que não é ele)

 

 

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
(Fernando Pessoa)

O mundo redondo

Engraçado como gordo sempre fica alegre quando outro gordo se dá bem, principalmente no campo sentimental, mesmo que seja em comédias românticas ridículas (as quais eu adoro). Bridget Jones nem é uma gordinha bonita, nem politicamente correta, muito menos esperta, mas grande parte da classe de mulheres gordinhas do mundo dá pulos de alegria quando ela consegue ficar com seu amado, quando consegue, enfim, encontrar o seu “final feliz”.

Li no site da UOL ontem que lançaram um game sobre uma princesa gordinha (Fat Princess). Seqüestradores levam a princesa e começam um regime de engorda para que o resgate fique mais difícil. O objetivo do jogo é salvar a sua princesa e engordar a do inimigo até que se torne inviável seu resgate. A notícia dizia que uma série de blogs e de feministas protestaram contra o game e que no Brasil até pretendem impedir que o game seja lançado.

Mas a melhor parte mesmo eram os comentários abaixo da notícia. A maioria acreditava que o game é só uma brincadeira e que não influenciará ninguém. Outros acreditam que será um desrespeito contra a fofinhas, outros ainda falam que isso é a quebra do estereótipo de que princesa tem que ser magra. E outros só falavam que os comentários acima eram cheios de erros de português. Sei lá! Cada um tem noções diferentes do universo do outro e, muitas vezes, não enxerga como simples brincadeiras, como a desse game, podem ser um tormento na vida do outro.

Na verdade eu ainda não tenho uma opinião formada a respeito da história do jogo, mas tudo isso me fez pensar no papel que os gordinhos desempenham na sociedade e como eles sofrem certos pré-conceitos. Para um adulto é mais fácil lidar com isso, mas imagino como as crianças gordinhas (como um dia eu fui), que já sofrem com tantas piadinhas, vão lidar com mais esse motivo de chacotas. A questão não é a princesa ser gorda (isso é até legal, a Fiona não é um ogro e mesmo assim é adorada por todos?), mas o fato de que quanto mais gorda ela for, mas difícil e inacessível é a sua salvação.

Ao que se parece (pelo menos para mim, que só conheço o game pelo que me disseram), a gordura é um empecilho, uma forma de deixar a princesa ainda mais longe dos seus. E muitas vezes é realmente isso que acontece. Muitos gordinhos se escondem atrás de sua gordura e de seus próprios pré-conceitos e deixam de viver o que as pessoas ditas “normais” vivem. As roupas são mais difíceis de encontrar e, na maioria das vezes, não são tão bonitas quanto as de tamanhos menores, a botas de cano longo não servem na panturrilha, até alguns acessórios não fecham.

O pior de tudo é que quando se encontra um gordinho que foge do normal entre os gordos, que se arruma, gosta de si mesmo e não fica o tempo todo achando que seria mais bonito caso perdesse alguns quilinhos, todos ficam indignados. O que a sociedade pensa é que o certo é gordo se sentir inferior, fazer dietas o tempo todo e tentar a todo custo alcançar o padrão de beleza imposto pela mídia. Gordo não pode ser feliz consigo mesmo enquanto estiver fora do peso, e isso é quase um consenso na sociedade.

E daí se ela, ou ele, tem gordurinhas sobrando? E daí se ela quer usar roupa curta e mostrar as coxas mais grossas do que o comum, mas que não deixam de ser bonitas? E daí se ele quer sair sem camisa e mostrar a barriguinha (ou gona)? Acho que o mundo (e nisso eu me incluo) está precisando de mais compreensão para com o próximo. Aliás, nós precisamos de mais compreensão para conosco mesmos. Só assim aprenderemos a nos aceitar e nos amar da forma que somos. Se precisamos melhorar, ótimo, que lutemos para melhorar então. Mas não por que as outras pessoas querem ou nos impõem isso, mas por que nós queremos. Se nos olhamos no espelho e achamos que tem algo errado, que tem coisas que podem ser melhoradas, ótimo também, vamos a luta para melhorar, mas melhorar por nós.

Coisa mais feia é olhar para uma gordinha, daquelas bemmm gordinhas mesmo, com um namorado gatíssimo e ficar pensando como é que ele está com ela. Ela pode ser uma pessoa legal, além disso, ele pode gostar de gordinhas e ponto final. Gordura só deve ser sinônimo de problema a partir do momento em que o que é analisado não é a estética, mas os problemas de saúde que ela pode acarretar. E são muitos. Mas quem disse que todo gordinho é ou será doente? Cabe a cada um e a seus médicos (Se bem que a minha médica não serve de base. rs) analisar seu próprio metabolismo, as possíveis doenças hereditárias que poderá ter, ou mesmo a sua saúde agora e decidir se pode ou não ficar gordinho. E se a opção for continuar com os quilinhos a mais, que você seja feliz assim! E como diria a minha mãe, “a gente tem é que comer mesmo, por que se morrermos amanhã pelo menos morreremos felizes, de barriga cheia”! Sábia mamãe… rs*

 

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